
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Agradecimentos

Reações emocionais

sábado, 25 de setembro de 2010
Gostoso mesmo é compartilhar

Por isso, meu desejo de compartilhar e fazer disso algo gostoso, criando possibilidades de atribuir significados diversos ao que se lê e ao que se sente, ao que se percebe... me traz hoje aqui, para deixar um poema de Fernando Pessoa e claro, quem quiser contribuir... continuando a proposta de oferecer algo a alguém... fique à vontade para fazer o mesmo através dos comentários.
Abraços fortes...
Eros e Psique - Fernando Pessoa
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe, o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino -
Ela, dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra a hera
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ciranda da bailarina - Chico Buarque
Esta publicação é um desejo de compartilhar não só uma música que diz tanto, mas principalmente mais uma lição aprendida... mais um aprendizado. Assisti pela manhã uma conferência sobre o profissional da saúde e a necessidade de que o mesmo exerça o autocuidado. Aprendi muito com a queridíssima Regina Liberato, que mais uma vez me fez pensar bastante sobre o quanto nós, que nos dispomos a cuidar do outro, não podemos esquecer que somos tão humanos e vulneráveis quanto e por isso, também precisamos de nosso cuidado!
Regina disse em sábias e experientes palavras, que apesar de nossa formação, não deixamos de ser seres que também vivenciam perdas de amores, financeiras, carregamos nossas dores e sofrimento, temos uma história específica, adoecemos e portanto, nada nos difere de quem nos procura. Por isso, ela diz que somos todos, enquanto seres humanos ... iguais e temos de tudo (como na música do Chico).
"Nos afetamos e afetamos ao outro." Cada encontro com este outro que está separado de mim, deve promover mudanças internas. E se ninguém vive sem um outro alguém, que façamos de forma saudável, sem que ninguém seja melhor do que ninguém. Sem que ninguém mereça mais do que o outro alguém. Sejamos nós mesmos, sem desrespeitar quem quer que seja. Sem desrespeitar a nós mesmos! Somente assim, construimos verdadeiros laços de afeto, somente assim conseguiremos conviver em harmonia na relação com o mundo externo e principalmente, com o mundo interno... com quem somos.
E para finalizar, mais uma frase de Regina: "não é possível reconhecer sofrimento, se não reconhecemos de alguma forma em nós mesmos". Sábias palavras...
Desejo a todos um ótimo fim de semana... amanhã tenho mais congresso, mais a aprender e também para compartilhar.
Beijos!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
O que vejo, muitas vezes é também como me sinto...

sábado, 18 de setembro de 2010
"INSTANTES" - JORGE LUIS BORGES

"Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido.
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico, correria mais riscos, viajaria mais.
Contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas,
nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente
cada minuto da sua vida: claro que tive momentos de alegria.
Mas se pudesse voltar a viver,
trataria de ter somente bons momentos.
Eu era um desses que nunca ia à parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente e um pára-quedas:
se eu voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres
e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo"
A correria das últimas semanas, não me permitiu postar algo de minha autoria. Peço desculpas pelo sumiço. Não pensem de maneira alguma que é descaso, pelo contrário... sinto falta deste espaço quando não consigo estar mais presente. Sinto que perco, quando me ausento e deixo de cuidar, trazendo sentidos pessoais e profissionais, que pouco a pouco estão preenchendo este blog que cultivo com tanto carinho. Logo que possível, apareço para compartilhar mais sobre minhas reflexões e prática profissional. Por ora, trago Borges... espero que gostem! Um forte abraço...
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
"Escolhas" - Cynthia Gonçalves

A autora é uma amiga muito querida, admiro seus textos e reflexões. Visito sempre que posso e recomendo! Obrigada por me permitir publicar seu texto em meu blog.
Escolhas... Há sempre duas portas... Muitas vezes escolhemos a certa e tantas outras erramos feio! Não dá para espiar antes de entrar.Podemos ficar estáticos e deixar que tudo se repita ou analisar, digerir nossos erros e fazer diferente. E fazer diferente não é sinônimo de acerto, mas sim de perseverança.
Virar a ampulheta e observar cada grão. O tempo passa rápido demais, hoje as estações não se definem mais. E as emoções então? Beiram ao caos!A cada obstáculo, mais força para seguir adiante e lutar pelo nosso espaço no mundo, espaço em nós mesmos. O chão gira e nem sequer percebemos, a vida passa e sequer acenamos... já foi... tchau.
Está na hora de tirar o peso das costas, antes que as consequências sejam irreversíveis e nossos sonhos parem na UTI.
Se ninguém quer te ouvir, tenha certeza: Você não quer falar. Gastrites, ansiedade, insatisfação, dúvidas, compulsão e dificuldade, tudo isso vem e explode com toda força contra seu peito. Estresse!!!
Está na hora de parar e sorrir! Leia um bom livro, olhe para o lado... ali estão as pessoas mais importantes de sua vida. Divirta-se, jogue a bolinha para o seu cão, faça uma bela caminhada no parque ou simplesmente pare, observe e aproveite tudo que conquistou. A vida tem pressa e a felicidade também.
"Sonho que se lembra é aquele que se acorda na metade. E o que foi até o fim, não é sonho. É realidade."
(Trecho retirado de um texto de R. Ortiz)
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O estresse da mulher bombril

quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Egoísmo ou amor próprio?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010
"Alguém vai notar" - Fernanda Takai

-O que aconteceu? Tem algo errado hoje.
- É, algo diferente se passa!
E a florzinha lilás tentava levantar a voz pra dizer:
-Ei, eu estou doente. Olha, apareceram umas pintinhas aqui nas minhas pétalas...
Quem disse que prestavam atenção nela? Nada. E ela ali murchinha, chorando escondida. O rei do pé de manacá então demandou:
-Encontrem o culpado pela falta de cheiro bom em nosso reino!
Foi um burburinho só. E a florzinha só piorando. Não tinha mais forças pra dizer nada. Se mesmo boa os outros não a notavam, imaginem agora toda desmilinguida... Quando estava quase desmaiando, uma lagarta se aproximou e percebeu que um restinho do cheiro bom vinha dali.
-Gente, é aqui. Essa flor é a responsável pela falta do perfume.
-Lilinha! Não era sua missão manter a gente perfumado?
-Era. Mas eu ficava trabalhando aqui sozinha... era muita coisa pra mim.
-Que vergonha, Lilinha! Você nos abandona assim, sem mais nem menos...
- Mas eu não fiz nada de errado. Simplesmente comecei a passar mal. Eu pedi mais água, umas vitaminas, só que ninguém reparou...
-Isso não é motivo para nos deixar na mão, Lilinha. Você ainda é muito nova. Nem embranqueceu ainda...
-Não é motivo, é desmotivo - alguém gritou.
-Foi sem querer. Não sei o que me aconteceu.
-Aconteceu que sua graça acabou. Ninguém aguenta tanta indiferença! - falou uma raiz mais velha.
-Ei, se segura aí! Você vai cair a qualquer momento!
-Não posso mais - disse Lilinha.
-Alguém tem o cartão daquele doutor Caramujo? Dizem que ele é uma lenda viva! Resolve qualquer problema.
-Ah, ele se aposentou... - suspirou alguém desanimado.
A florzinha lilás então despencou da pequena árvore em que vivia. Aquele pé de manacá nunca mais foi o mesmo.
Lá embaixo as formiguinhas vaidosas festejavam a nova mania do formigueiro.
-Gente, esse sachê de manacá que arrumamos é dos melhores, hein? Caiu do céu mesmo!
-Nunca senti um cheiro tão bom!
Dividida em pequenas partes, Lilinha soltou um sorrisinho flutuante no ar. Era a coisa mais querida entre as formiguinhas. Colocaram-na nos cantos dos quartos, da sala, em altares. Era levada aos pequeniques e a todas as festas das formigas. Ninguém se esquecia dela. Quanto mais múmia de florzinha ficava, mais gostavam de Lilinha em pedaços. Magicamente seu perfume voltou por muito tempo mais. Como é bom ter um amor! Mesmo que seja de formiguinha.
Este conto foi retirado do livro de Fernanda Takai: Nunca subestime uma mulherzinha.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Humano, demasiadamente humano...
