quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Boa tarde visitantes do Blog... a partir de agora vou publicar as perguntas e respostas que me forem enviadas pelo formspring, desse jeito acredito que os temas abordados, poderão servir de ajuda para outros visitantes que participam do blog, quando fazem uma visitinha ou mesmo, através dos comentários.

Nosso número de acessos está aumentando a cada dia, agradeço a todos... Bjo no coração!

prezada stella estou namorando um senhor de 60 anos que ainda tem um filho de 10 anos. eles tem uma relação de dependência muito forte e me sinto excluida desta relação sofro com a sensação de rejeição pois o meu namorado se deixa dominar completamente

RESPOSTA: Olá querida, acredito que esta situação esteja te causando bastante sofrimento. Talvez para você esteja clara a relação dos dois de dependência, mas para ele não. Sugiro que procure atendimento psicológico, para que entenda a respeito dos sentimentos e sofrimento que esta situação lhe causa, também como lidar ou responder emocionalmente a relação dos dois. Talvez verifique que você está muito insegurança, não se sente pertencente e pode começar a reagir como se tivesse que competir com este filho, para ter a atenção do namorado. Cuidado! Procure atendimento psicológico e se cuide! O que é do outro, não podemos interferir ou mudar, ninguém muda ninguém, mas a forma como você reage a situação, pode fazer muita diferença. Obrigada pela pergunta! Estou à disposição. Abraço forte...

Meus pais se separam quando eu tinha 6 anos eles brigavam muito eu ficava chorando e pedindo pra pararem hoje tenho 17 anos sou muito insegura e tediada acho que foi a separação será? Preciso de ajuda

RESPOSTA: A separação dos pais é sempre um processo doloroso, como todo rompimento, exige das pessoas uma adaptação interna para às mudanças, uma reorganização da vida e dos sentimentos. O que ocorreu depois; ou seja, como foi vivenciado esse processo, pode sim ter contribuído para que você se tornasse uma pessoa insegura. Além disso, questões relacionadas a sua vida, podem reforçar sua insegurança e tédio. Sugiro que procure atendimento psicológico e se cuide! Através da terapia, você conhecerá mais a respeito de si mesma, também será avaliada quanto a perda vivida pela separação de seus pais e poderá adquirir recursos emocionais que ajudarão ao longo de sua vida.
Obrigada pela pergunta! Espero ter ajudado, estou à disposição. Abraço forte...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

De volta ao Construindo

"E agora, que estou livre de todas as obrigações oficiais, sinto-me atraído pela ideia de usar meu tempo e bom humor para, num desses dias, escrever um livro - ou antes, um livrinho, uma coisinha para os amigos e aqueles que partilham dos meus pontos de vista. O assunto não terá a menor importância. Será apenas um pretexto para que eu me isole a fim de gozar a felicidade de ter tempo de lazer." (Rubem Alves - Variações sobre o prazer)


Que saudades de passar por aqui, escrever e refletir sobre minha prática, compartilhando com aqueles que se interessam, sobre os desafios de trabalhar com o ser humano, em suas nuances, suas fases de construção e re-construção... que saudades...

Eu estou sem vir ao Construindo há mais de um mês e confesso que não foi por descaso ou desinteresse, foi por total falta de tempo, pela correria com que as coisas (boas e ruins) também ocorrem em minha vida, pela pausa que precisei fazer de algumas coisas... me afastei daqui e nem foi intencional, simplesmente aconteceu...

Estou de volta ao Construindo, iniciei o texto com este trecho de um dos livros do queridíssimo Rubem Alves, este que ganhei de presente no Natal passado e que por enquanto, só pude folhear... achei estas suas palavras já no prefácio e me reconheci nelas, no desejo de voltar aqui e de ter mais tempo para me dedicar a um dos meus projetos que tanto acredito... O Construindo Sentidos.

Agora no início do ano, tive a agradável surpresa de ter contato com pessoas que visitam o blog e que compartilham meus posts pelas redes sociais, achei bacana e também, pensei que o interessante mesmo é se pudessem também dessa forma, chegar aos ouvidos e olhos de quem necessita de informação, de ajuda e de um estímulo para voltar ou finalmente começar a se cuidar como merece e precisa!

Sigo dessa maneira, otimista e esperançosa de que realmente estou de volta e para os que sentiram falta de posts novos... farei o possível! Obrigada pelo carinho e reconhecimento de alguns...
 
Beijo no coração... até logo...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Fim e recomeços



Esta semana que passou, marcou a vida de algumas pessoas, dessas vidas tive a oportunidade de fazer parte, estando ao lado no período em receberam ajuda para se recuperar ou ressignificar suas dores. Vê-las hoje, chegando ao tão esperado momento da alta... é muuuito gratificante e me faz feliz!! 

Esta semana vi algumas pessoas pela primeira vez, pessoas que vieram ao ambulatório e consultório, buscando alívío para o que parece não ter solução, desejando que seus conflitos sejam superados mas ainda com incerteza no olhar, se questionando se pode mesmo dar certo, se é possível deixar a dor para trás e seguir a vida mesmo depois de tantas perdas.

Fim de ano é época de pensar a respeito da vida e de como foi o ano que está quase terminando! Algumas pessoas demonstram alegria ao término de um ano e otimismo quanto ao ano que está por vir; outras pessoas desejam que seu ano acabe logo e que o próximo seja mais leve ou menos sofrido; tem gente que está comemorando a superação de um ano ou de muitos anos de sofrimento, que agora olha para a vida com olhos de quem acredita que pode viver e ser feliz, como pela primeira vez em muitos e muitos anos.

Este mês quem trabalha e realiza com amor tudo que faz, ganha muitos presentinhos, até a semana passada vieram dos mais diversos. Cada um é tão especial, do mais simples ao mais sofisticado, cada presente que nem sempre é material, pode ser também um abraço apertado e muitas palavras de agradecimento. Todos são muito especiais!

Particularmente sobre os pacientes que estão agora neste fim de ano, conquistando a alta merecida, para aqueles que mesmo nesta época do ano que para a maioria, é uma época de reflexões intensas e que nem sempre desperta alegrias... para esses meus pacientes, este fim de ano está sendo um recomeço!!

Uma das pessoas de quem me despedi, deixando saudades mas também muita alegria, porque agora o sorriso sai naturalmente de seu rosto e a melhora é visível. Agora viver tem sentidos diversos e mais uma vez, depois de tantos anos em sofrimento, vive a possibilidade de um existir mais pleno e feliz!!

Esta pessoa me deixou um cartão de natal, que vou guardar sempre com muito carinho, sobre o que ela me escreveu, vou partilhar um trechinho com vocês:

"Drª Stella, no início foi muito difícil, enfrentar os desafios da terapia. Porque enfrentar a realidade e a verdade é sempre difícil. Expor e falar de tristeza, dor, sofrimento, medo, ansiedade, culpa e vergonha, raiva, felicidade e amor. São muitas emoções, intensas em nossas vidas. Mas com a sua ajuda eu aprendi a interpretá-las melhor. Eu me encontrava perdida e você me fez encontrar o caminho certo para as mudanças na vida. Ainda é preciso perseverar e compreender melhor o papel que todas essas emoções desempenham em nossas vidas, apesar de eu me sentir bem melhor em relação a essas emoções. É inevitável excluir o sofrimento, evitá-lo não nos leva a uma vida feliz, mas a forma de enfrentá-lo conduz à uma vida mais significativa.(...) De sua paciente e amiga."

Obrigada a esta paciente e a todos os outros, que compartilham comigo tanta dor para só depois de muito esforço, compartilhar também da sua melhora e a conquista de ter resolvido seus conflitos, aprendendo a cuidar melhor de si mesmo, para que só assim se mantenha a saúde e o desejo de viver.

Comemoro com vocês a melhora já conquistada!!! Desejo a todos que o ano de 2012, seja o ano para continuar a alegria conquistada em 2011; ou para cuidar das dores que ainda estão presentes; desejo para todos que aprendam a cuidar melhor de si mesmo e que encontrem novos recomeços...

Abraços fortes...

Obrigada também aos visitantes e seguidores do Blog pela presença em 2011, que no próximo 2012 o Construindo assuma mais e mais sentidos... 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Reflexões para o fim de ano

Esperar que a felicidade caia do céu é um dos hábitos ou comportamentos mais frequentes em muitos seres humanos. Diante do sofrimento e das dificuldades, clamamos por ajuda... alguns pedem a Deus, outros chamam por alguém, outros permanecem em silêncio. Receber cuidado e ajuda em situações desesperadoras, sem dúvida pode aliviar a dor. Porém constantemente, muito se pede ou se espera, e pouco se valoriza do que já foi conquistado ou do que já se tem.

Neste sentido, recebo cada vez mais em atendimento, sujeitos que em busca do inatingível, perdem e desvalorizam o que já possuem, o que muitas vezes receberam de seus afetos, conquistas ou da vida. Oportunidades, amores, amizades ... Quanto se perde nesta busca pelo impossível, pelo ilusório, pelo que esperamos alguém nos dar! Toda busca envolve investimento, quando não se investe, não se busca, apenas se espera.

Na vida somos aprendizes, nossas atitudes ou escolhas, podem ter consequências boas ou ruins, em nossas vidas e na vida de outras pessoas também. Posso dizer que inúmeras vezes, já ouvi pessoas dizendo que adorariam voltar no tempo, para evitar uma experiência dolorosa, após uma atitude impensada ou pelos erros do passado.

Nós seres humanos, apresentamos grande dificuldade quando diante dos erros ou sofrimento, não conseguimos buscar na experiência a oportunidade do aprendizado, para a mudança de atitudes, pensamentos e sentimentos. Vive-se a espera de algo que indique o caminho para os acertos, para a felicidade plena. "É errando que se aprende." Esta frase é tão usual e infelizmente, ainda tão pouco incorporada na vida dos indivíduos.

Crenças negativas podem tornar um gesto simples em algo impossível de se alcançar! Crenças positivas não desconsideram às dificuldades, mas fortalecem o ser com a esperança de que precisa, para construir um novo começo, uma nova história. Dias melhores são possíveis quando a vida é construída através de conquistas e aprendizado.

Certa vez, ouvi de um paciente: "com o tempo e com a experiência que adquirimos na vida, aprendemos que perder é difícil demais. Vejo muita gente dizendo que não consegue nada, que nunca ganhou nada de graça. E por que isso é tão ruim? Eu já senti assim também. Eu vivi uma vida esperando, apenas esperando... ganhei muitas coisas, mas perdi muito mais. Não valorizei e nunca conquistei nada.”

Exercite mais o hábito de pensar sobre suas atitudes e pensamentos ou desejos. Busque o que lhe deixa feliz e peça ajuda quando precisar! Não seja apenas um expectador de sua viva e participe sendo responsável pelo que lhe acontece! E acima de tudo, pare e pense no que já conquistou e no que já lhe foi dado, antes que a vida passe e junto com tudo que é importante, seus afetos se percam.

Final de ano, início ou recomeço para realizações ou quem sabe uma vida nova! Nem tudo é fácil na vida, mas com certeza ter fé e lutar é importante, para que não apenas sonhemos, para que nossos desejos se tornem realidade. Seja qual for sua idade, sempre existirá tempo para ser feliz... para se realizar!

Abraços fortes...



“É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia. É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua. É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.”

(Cecília Meireles)

sábado, 26 de novembro de 2011



"Quando uma situação de impasse, para a qual não há saída, não pode ser superada exteriormente, não resta outro recurso senão a fuga para cima, o trabalhar em si próprio, o crescer interiormente com a própria situação de desespero da qual alguém se tornou vítima sem poder se defender. Nesses casos costumo lembrar que as árvores que estão muito juntas na floresta não têm outra saída a não ser crescer para o alto!"                      
                                                                (Viktor E. Frankl)


Um forte abraço ... bom fim de semana!!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Começando bem o dia...




"Pensamos demasiadamente

Sentimos muito pouco

Necessitamos mais de humildade

Que de máquinas.

Mais de bondade e ternura

Que de inteligência.

Sem isso,

A vida se tornará violenta e

Tudo se perderá."

(Charles Chaplin)*


"A vida é maravilhosa se não se tem medo dela."


                                                                  (Charles Chaplin)*



"Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas."
 
  (Charles Chaplin)*


"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."

   (Charles Chaplin)*


*Charles Spencer Chaplin (1889 - 1977), foi um ator e diretor inglês, também conhecido por Carlitos no Brasil.




Desejo um ótimo dia a todos!! Abraços fortes... Stella


domingo, 20 de novembro de 2011

UTI Pediátrica: Lugar de criança ser criança



Semana passada, cheguei pela manhã para atender na UTI Pediátrica do Hospital onde trabalho e como de costume, verifiquei quem eram os pacientes que estavam internados e o motivo da internação. Esta semana recebemos mais duas crianças na UTI pediátrica, uma mocinha que já conheço de outras internações e um menininho de 6 anos que estava acompanhado de sua avó quando fui conhecê-lo.

Me aproximei e no momento em que estava ao seu lado, iniciando uma conversa para que nos conhecêssemos, o médico responsável pelo plantão veio examiná-lo. Fiquei ao lado, vendo a reação do menininho, que chorava com dor e dificuldade para abrir sua boa, estava com a bochecha direita bem inchada. Depois de examinado, continuei ao seu lado, ele não queria conversa, estava com dor e chamava pela mãe. Sua avó dizia que a mãe tinha tido um bebê e que ainda não podia sair de casa para ficar com ele no hospital. Conversei com N. dizendo que voltaria para brincarmos, quando ele já não estivesse com tanta dor. Entendam, ele não repeliu meu contato mas eu não podia insistir que ele interagisse comigo naquele momento. Fiquei fazendo carinho no seu bracinho, para que ele se acalmasse e parasse de chorar, o rosto estava muito inchado e doía, precisava se acalmar para que a medicação fizesse efeito. Ele permitiu o carinho e fechou os olhos, parou de chorar. Fiquei com ele por um tempo, depois fui embora e prometi voltar.

À tarde, voltei à UTI para entregar algo que havia prometido a uma mãezinha, cheguei e logo a fisioterapeuta me olhou e disse que eu não morria mais. Vixe, pensei: que será que aconteceu? Ela continuou dizendo que estava tentando me ligar (número de celular errado, descobrimos depois) e que precisava que eu conversasse com o N., disse que ele só chorava, chamando pela mãe e que o ouviu dizendo: "Minha mãe me abandonou, ela prefere minha irmãzinha."

 A físio disse que já tinha conversado com uma médica sobre convocar a mãe para vir. Pedi que ligassem e explicassem que ela precisava vir, não precisava ficar mas que viesse no horário de visita. Fui lá, encontrei ele chorando baixinho, as lágrimas corriam, ainda com rosto inchado dizia baixinho que queria a mãe. O motivo da mãe não vir, era a suspeita de que o filho estivesse com caxumba, ela estava preocupada com o contato, por causa do bebê recém-nascido.

Fiz carinho em N. que não tirou o bracinho mas aumentou o choro, chorava e pedia pela mãe. Eu tentei acalmá-lo, dizendo que sua mãe também estava com saudades e que viria para vê-lo. Ele pedia para ir embora, eu dizia que precisava ficar bom e depois iria pra casa, pedi que tivesse calma e perguntei se chorar estava fazendo doer mais seu rostinho, disse que eu ficaria com ele até que se acalmasse.

Uma das mãezinhas da UTI veio e falou para nós dois, que já tinha ligado pra mãe dele e que ela viria. Ele arregalou o olho e me olhou, parou de chorar e ficou aproveitando o carinho mas ainda fazia bico de quase choro. Eu então lhe disse que iria falar com sua avó, que nos olhava da porta e que voltaria. Expliquei a ela que TODA criança vive um processo de adaptação interna, que precisa organizar sentimentos quando ganha um (a) irmãozinho (a) e que ele não tinha nem conseguido se adaptar e já estava internado, longe da mãe e se sentindo abandonado. Disse que iria até ele de novo, para explicar que a mãe viria e o motivo dela não poder ficar com ele no hospital ou abraçá-lo, para que ele não se sentisse rejeitado.

Voltei a falar com N. e disse, olhando nos seus olhinhos, falei para ele que precisava prestar atenção no que eu ia dizer, ele voltou a chorar porque pensou que eu ia falar, que sua mãe não viria. Pedi calma e falei que ele precisava prestar atenção no que a tia ia falar, expliquei que o inchaço do rosto podia ser uma doença chamada caxumba. Disse que o nome era feio mas a doença estava sendo cuidada com um remedinho e que ele ia ficar bom. Falei que a mamãe viria e que ela não ia poder abraçá-lo porque ela também podia ficar doente e a irmãzinha dele que estava em casa também, por isso ele ia ver a mamãe e não ia abraçá-la até o inchaço e a dor passar. Ele ameaçou chorar mas prestou atenção e entendeu, só que depois chorou e com voz de choro falou: EU VOU FICAR AQUI POR ANOS??   Eu respondi: NÃÃÃOOO!!! Você vai ficar pouco tempo, a tia que vai ficar aqui por anos, trabalhando no hospital! Pode confiar em mim, é só você esperar que o remedinho faça efeito, talvez precise de uns dias mas anos não! Ele fechou os olhinhos e eu fiz carinho de novo, falei que ia pedir a médica que lhe explicasse e tirasse suas dúvidas.

Falei com a fisioterapeuta que tinha me contado o que acontecia naquele momento com N. e com a fonoaudióloga que também estava lá, pedi que falassem com a médica e que no momento da chegada da mãe, que alguém da equipe estivesse lá com eles. Que era importante não deixá-lo pensar que sua doença era grave, (ele não precisava disso) que ele pensasse em ficar bom e que pudesse ver a mãe chegando, também com MUUUITA saudade!!
Ele perguntou o DIA dele ir embora. É claro que ele queria ir embora, além de não ser bom ou fácil ficar internado, ele estava se sentindo sozinho e abandonado, como se a irmãzinha agora fosse a preferida. E a dor no rosto? Ele nem falava da dor, a preocupação era outra! Contei para vocês o que ocorreu porque UTI pediátrica não é o lugar onde só cuidamos da doença, olhamos cada um que está lá dentro (paciente, pais ou responsáveis) como pessoas e escutamos suas dores ou conflitos. Ele tem somente 6 anos mas já quer entender se está perdendo a mãe, já que ganhou uma irmã. Perdeu temporariamente a saúde e já pensa na perda concreta do ser que tanto ama. Só pra constar, N. não está internado só por causa da caxumba mas ele vai ficar bom e vai embora se Deus quiser, logo logo. 

Mamães e Papais preparem seus filhos para receber seus irmãozinhos! Conversar funciona, ter atenção as reações emocionais e comportamentos deste processo (desde a gestação, após nascimento e início da relação entre irmãos). Existem muuuitos livros que tratam do tema. E outras medidas que ajudam muito, que devem ser introduzidas na criação e formação de seus filhos, com ou sem irmãos. Como por exemplo, saber dividir... saber compartilhar... saber trocar...

Estou à disposição para tirar dúvidas.

Um beijo e um carinho no bracinho de N.
Abraços fortes em todos que lerem este pequeno relato sobre o dia a dia de uma UTI Pediátrica.

OBRIGADA AOS VISITANTES DO BLOG, JÁ CONSEGUIMOS ULTRAPASSAR 18.500 ACESSOS!!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Olá seguidores e visitantes do Blog, estou afastada TEMPORARIAMENTE do Construindo porque esta semana além dos compromissos de trabalho, estou participando do II Congresso Brasileiro de Cuidados Paliativos da Casa do Cuidar.

Volto logo que puder... agradeço a presença de todos, pois dia a dia o Construindo cresce com a participação de vocês.. já ultrapassamos o número de 17.800 visitas!!

Obrigada mais uma vez!

Abraços fortes...


O TRABALHO GANHOU  PELA SEGUNDA VEZ O PRÊMIO DE MELHOR TRABALHO EM PÔSTER DO CONGRESSO. FOI MUITO IMPORTANTE PARA MIM RECEBER ESTE PRÊMIO. A CASA DO CUIDAR DESENVOLVE HÁ MUITOS ANOS UM TRABALHO DE ASSISTÊNCIA E ENSINO SOBRE CUIDADOS PALIATIVOS NO BRASIL. SOU GRATA A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL COM O QUAL TRABALHO. GRATA AOS PACIENTES E SEUS FAMILIARES QUE ME PERMITIRAM SABER DE SUAS HISTÓRIAS. GRATA AOS ORGANIZADORES E PARTICIPANTES DO CONGRESSO. GRATA AS PESSOAS QUERIDAS QUE SEMPRE ME INCENTIVAM A CONTINUAR MEU TRABALHO. ESTA PESQUISA RETRATA O DIA A DIA DE UMA EQUIPE DE CUIDADOS PALIATIVOS, NOSSAS CONQUISTAS DIÁRIAS NA BUSCA PARA UMA MELHOR ASSISTÊNCIA DESSES SUJEITOS PACIENTES E SUJEITOS CUIDADORES.

UM FORTE ABRAÇO!!!